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O que é dependência emocional?

Conhece alguém muito carente, inseguro, que sempre busca a opinião de outras pessoas antes de tomar uma decisão e que quando faz essa decisão, precisa da aprovação de outros para se sentir confortável? Essa pessoa pode estar sofrendo de dependência emocional.

Todos nós temos momentos de insegurança e muitas vezes buscamos a opinião de alguém em quem confiamos, como nossos pais, companheiro ou companheira, amigos, ou uma pessoa que temos como referência. Mas quem sofre de dependência emocional vai além disso.

Quem tem uma dependência de qualquer tipo precisa de algo para se sentir minimamente bem. Essa relação de dependência é amplamente discutida em relação ao uso de substâncias químicas, como álcool, drogas lícitas ou ilícitas, por exemplo.

No caso da dependência emocional, a pessoa depende da opinião de outra(s) para se sentir plena.

Essa situação é duplamente ruim: ao mesmo tempo em que é nociva para a autoestima de quem é dependente (podendo criar outros problemas psicológicos), também contribui para dificultar que essa pessoa desenvolva relacionamentos saudáveis e estáveis, já que ela acaba colocando sobre o outro uma grande responsabilidade e exige dele níveis de atenção cada vez maiores.

O que é dependência emocional?

Na literatura psicológica considera-se dependência emocional toda situação em que um indivíduo não consegue viver plenamente sem que um outro indivíduo intervenha na sua vida. É um tipo doentio de carência que é crescente, e por isso nunca consegue ser satisfeita apesar do esforço, da outra parte.

Por precisar de atenção, opinião e validação de outras pessoas constantemente, quem sofre desse distúrbio tem grande dificuldade de tomar decisões e por isso carrega uma sensação geral de inferioridade, culpa, impotência e ansiedade, que contribuem para o surgimento de uma série de outros problemas em vários setores da vida.

Agradar e se submeter

Uma das principais características de uma pessoa com esse distúrbio é a tendência a estar o tempo todo tentando agradar os outros e se submetendo à sua vontade, o que a torna uma presa fácil para ser usada e manipulada.

A pessoa se coloca nessa situação por um medo irracional de ser abandonada ou rejeitada, e por isso vai pouco a pouco deixando de expor suas vontades e ideias em favor de outros, até chegar o ponto em que passa a ignorar suas próprias necessidades. E assim, para ser aceito como imagina, esse indivíduo frequentemente se doa, ou cede demais, às custas de causar prejuízos a si mesmo.

As origens do problema

Há estudos que indicam que este distúrbio frequentemente se desenvolve na infância, em crianças que têm pais orgulhosos, emocionamento disfuncionais ou distantes demais.

Num ambiente assim, a criança forma sua noção de afetividade num cotidiano onde tem que se esforçar todo dia ao máximo para ter uma atenção positiva dos pais, aprovação essa que nunca vem de verdade.

A tendência é carregada para a frente, e com o tempo, se torna um propósito de vida “ganhar” essa aprovação de outras pessoas.

O sofrimento de quem convive com uma pessoa dependente

Uma pessoa saudável que convive de maneira íntima com alguém afetivamente dependente tende a sofrer muito, podendo também desenvolver seus próprios transtornos devido à rotina de chantagens, ao drama constante e à alta necessidade de atenção que lhe são impostos pelo doente.

Não é raro que a pessoa sinta que tem sua energia “sugada” pela outra, e que depois de algum tempo passe a ver a relação e o próprio dependente afetivo como uma obrigação desagradável da qual não consegue se livrar.

Por esses motivos, é difícil para alguém afetivamente dependente manter relações íntima duradouras.

Dependentes afetivos tendem a desenvolver outros transtornos

Da mesma maneira que outras dependências (jogo, álcool, drogas, pornografia etc.) a dependência afetiva costuma gerar vários outros transtornos paralelos, como ansiedade, depressão, baixa autoestima e síndrome do pânico.

Neste caso, esses problemas costumam aparecer porque o indivíduo nunca se sente realmente seguro, vive permanentemente sob a tensão de ser rejeitado por outras pessoas e com um medo desproporcional de ser abandonado, por mais que tente satisfazer sua dependência.

Reconhecendo uma pessoa dependente no dia a dia

O primeiro fator mais visivelmente afetado pela dependência é a autoestima. Conforme dito, o dependente tem uma tendência a não acreditar no seu próprio potencial e nas suas ideias, e isso transparece no dia a dia. Na escola, na faculdade, no ambiente familiar ou no trabalho, por exemplo, ele poderá parecer excessivamente autocrítico, e ao mesmo tempo gentil demais com outras pessoas.

Pessoas afetivamente dependentes também costumam ser muito emocionais, reagindo de maneira desproporcional a situações que seriam contornadas com mais tranquilidadepela grande maioria dos indivíduos.

Uma pessoa dependente também pode passar uma impressão nítida (ou mesmo expressar diretamente) que não conseguirá viver caso seu relacionamento chegue ao fim.

O que fazer

Seja você dependente emocional, ou alguém que convive com um dependente emocional, a recomendação é procurar um psicólogo o quanto antes.

Este transtorno pode se tornar bastante agressivo conforme evolui, destruindo a qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas e criando outros transtornos no percurso.

Se você reconheceu algumas dessas características em você, no seu parceiro, ou em um membro da sua família, vamos conversar.

As consultas são agendadas e podem ser realizadas de forma presencial ou online. Entre em contato pelo número (27) 99978-0990 ou pelo WhatsApp.

E se ficou com alguma dúvida sobre o assunto, utilize os espaços dos comentários para enviá-las! Será um prazer ouvir sua opinião sobre o assunto.

Cuide bem de você! =D

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2 comentários em “O que é dependência emocional?”

  1. Eu e minha filha sofremos desse mal terrivel, isso está afetando demais a fase de adolescencia dela, eu não sei como agir

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      Ë muito importante o acompanhamento com um profissional para nao sofrer com a dependencia emocional, principalmente na adolescência que é um período de grandes mudanças.

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