Blog

Você sabe como estimular a autonomia das crianças?

Quando chega um novo bebezinho a família eles dependem dos pais para quase tudo, porém com o passar do tempo a autonomia infantil precisa ser desenvolvida.
Crianças brincando

A autonomia é de fundamental importância na construção da personalidade e na resolução de conflitos de forma crítica e assertiva. Sendo assim, quando os pais dão suporte para que a criança possa realizar atividades sozinha, há uma melhora em sua capacidade de resolver problemas, memória e pensamento impactando positivamente na função executiva que é um dos pilares do desenvolvimento cognitivo. Essa função engloba a memória de trabalho, raciocínio, capacidade de resolução de problemas e flexibilidade de tarefas, além da capacidade de planejamento e execução de atividades.

Tendo em vista todos os benefícios mencionados, não faça pelo o seu filho o que ele já consegue fazer sozinho e não confunda cuidado excessivo com o afeto.

O desenvolvimento de autonomia é algo gradual e vai se desenvolvendo à medida que a criança realiza novas conquistas e adquire condições que contribuem pouco a pouco para que ele se torne independente. É importante ressaltar que “nós não damos” autonomia a uma criança e sim ensinamos e deixamos que ela tente resolver situações nas quais houve uma orientação prévia, para que possamos reforçar os conceitos educativos e valores ensinados anteriormente. Incentivar essa independência do seu filho é muito diferente de deixá-lo tomar decisões e fazer escolhas por conta própria.

Os pais devem estar ao lado da criança orientando e incentivando a realização de tarefas e propondo novos desafios, sempre permitindo que ela supere seus limites e explore o ambiente (dentro do que for seguro), sempre deixando claro que você estará por perto para dar o suporte necessário, porem deixando ela fazer sozinha, mesmo que você identifique que ela esta fazendo uma escolha errada e  buscando resolver os conflitos através do diálogo. Lembre-se sempre de perguntar o que ele acha correto e tem vontade de fazer, observando como ele busca solucionar os problemas. De atenção para as respostas e guie as escolhas, mais sem decidir por ele.

Todo mundo quer ver o filho feliz e por isso é doloroso vê-lo lidar com o erro e a decepção sem interferir.

Broncas desnecessárias podem contribuir para que a criança se torne inseguro e dependente da opinião dos outros, por isso deve-se ter cautela ao faze-las. A bronca só faz sentido para a criança quando ela entende o motivo, por isso incentivá-la a pensar sobre as consequências de suas ações é fundamental na construção da autonomia.

Como você pode incentivar a autonomia do seu filho?

  • Envolva a criança em pequenas escolhas do dia a dia, como decidir a sobremesa de domingo, sua roupa, etc. sempre limitando o número de opções;
  • Estimule as atividades adequadas à sua idade para ajudar dentro de casa;
  • Deixe-o ciente sobre o lado bom e ruim das escolha e dê tempo para que possa decidir;
  • Se a criança se arrepender da escolha que fez, ensine-a a lidar com a frustração, explicando que ela terá outras oportunidades para ela escolher outra coisa no futuro. Não a critique ou diga “eu te disse!”;
  • Não confunda o cuidado excessivo com o afeto e ajuda;
  • Incentive que ela resolva seus próprios problemas e faça suas escolhas, sempre deixando claro que você estará por perto para dar o suporte necessário.
  • Permita que a criança faça suas escolhas;
  • Demonstre respeito pelo esforço da criança, mesmo que ela precise de uma ajudinha na hora de realizar a ação;
  • Tentar evitar a pressa na hora de responder certos questionamentos, explorando as suas próprias respostas da criança, como: “Vamos pensar sobre isso, o que você acha…”;
  • Não faça pelo o seu filho o que ele já consegue fazer sozinho;
  • Incentive a criança a refletir sobre as consequências das suas ações.
Avalie este post
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais notícias

Duas amigas sentadas no chão da sala no começo da noite: uma desabafa com um meio sorriso de alívio enquanto a outra escuta segurando uma caneca

O que é catarse e por que desabafar nem sempre traz alívio

Por que extravasar a raiva não acalma, quando o choro alivia e como pôr a emoção para fora de um jeito que ajuda.

Estudante sentada na escada do campus com um livro fechado no colo olha para o lado, apreensiva, minutos antes de uma prova

Ansiedade antecipatória: o que é e como parar de sofrer antes da hora

O que faz a mente ensaiar o pior, os sinais de alerta e as estratégias da terapia para voltar ao presente.

Mulher sentada sozinha numa mesa de café na calçada, com o celular na mão, olha para a rua com expressão apreensiva, à espera de alguém

O que é apego ansioso e como se sentir mais segura nas relações

Os sinais do apego ansioso no namoro, de onde ele costuma vir e o que a pesquisa diz sobre mudar esse padrão na terapia.

Mulher de cabelo grisalho segura uma foto antiga tirada de uma caixa de lembranças e olha para o lado com expressão serena, na sala de casa

O que significa ressignificar e como isso acontece na terapia

O que é ressignificar, por que achar sentido numa dor ajuda mas não apaga a lembrança, e como esse processo acontece em sessão de terapia.

Homem se gaba para a mesa com a mão no peito enquanto a companheira, ao lado, desvia o olhar constrangida no almoço de domingo no quintal

O que é um narcisista e como reconhecer os traços no dia a dia

A diferença entre traço e transtorno, os 9 critérios do DSM-5-TR e o que muda quando você foca no efeito da relação sobre você.

Mulher na cozinha solta o ar devagar com a mão no peito enquanto, ao fundo, a família discute à mesa do almoço

Regulação emocional: o que é e como atravessar emoções intensas

Por que engolir o que sente não funciona e quais técnicas têm pesquisa por trás: dar nome à emoção, respirar devagar e ganhar tempo.

Homem sentado no sofá olha para o lado com expressão vazia enquanto o amigo, ao lado, comemora um gol de punho fechado

O que é anedonia, a perda de prazer que nem sempre é depressão

Quando nada mais tem graça e a tristeza nem sempre aparece. Entenda o querer e o gostar, a diferença para apatia e quando procurar ajuda.

Adolescente arruma a cama e sorri de canto para a mãe, que o observa sorrindo encostada na porta do quarto

O que é psicologia reversa e quando ela vira manipulação

Dizer o contrário convence por causa da reatância. Veja exemplos com filhos, no casal e nas compras e quando o jogo vira manipulação.

1