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Se sentindo “menos”? Pode ser complexo de inferioridade

Você se sente inseguro ou inferior às outras pessoas o tempo todo? Entenda melhor os sintomas do complexo de inferioridade.

Comparar-se a outras pessoas é algo bastante natural, e muitas vezes é um dos recursos mais valiosos que temos para nos aperfeiçoar como seres humanos, mas há um limite para que essa comparação esteja dentro do que é considerável saudável.

Basicamente, quando você se compara com outras pessoas e se sente na maior parte das vezes inferior em tudo ou quase tudo, é sinal de alerta. Se é essa a sua situação, você pode ter um complexo de inferioridade, e essa condição pode indicar que existe outro problema psicológico anterior, ou então pode levar ao desenvolvimento de uma nova complicação, mais grave.

O que é o complexo de inferioridade

Tecnicamente falando, o complexo de inferioridade é um sentimento geral de ser “menos” que outras pessoas e apesar de poder originar doenças psicológicas, por si só esta condição não é uma doença.

O estudioso austríaco Alfred Adler foi o primeiro psicólogo a tentar definir o problema, ainda no início do século passado. Segundo ele, o complexo de inferioridade é a crença distorcida de um indivíduo de que ele é incapaz de lidar efetivamente com certos aspectos da sua vida por causa de uma dificuldade/deficiência real ou imaginária.

Este problema está intimamente ligado a uma baixa autoestima mas principalmente a distorções na autoimagem, ou seja, por não ter uma visão realista de si mesma a pessoa subestima as próprias capacidades/características, e superdimensiona as dificuldades que tem ou acredita ter.

Quais são os sintomas do complexo de inferioridade?

Não sendo uma doença propriamente dita, o complexo de inferioridade pode não se apresentar de forma tão evidente quanto outros problemas de ordem psicológica.

Muitas vezes ele poderá ser confundido com timidez, com fobia social, com uma personalidade “diferente”, e na sua forma de supercompensação – quando a pessoa tenta compensar o complexo assumindo o outro extremo – poderá ser visto como simples arrogância.

No geral, as seguintes características poderão ser vistas numa pessoa com complexo de inferioridade:

  • Comparações constantes
  • Sensibilidade excessiva a críticas
  • Intensa necessidade de agradar os outros
  • Projeções irreais quanto à performance de outros
  • Tendência a desvalorizar os próprios feitos
  • Pessimismo

Mas como dito, também há os quadros de supercompensação. Nesses casos, a pessoa com complexo apresentará:

  • Competitividade extrema
  • Tendência a apontar erros e defeitos nos outros para tornar mais aceitáveis os seus próprios
  • Perfeccionismo
  • Obsessão por “melhorar” em algum aspecto (físico, financeiro, relacionamento…)

Origens do complexo de inferioridade

Como muitas outras dificuldades psicológicas, o complexo de inferioridade também pode ter muitas origens possíveis. Mas é comum vê-lo em pessoas que têm transtorno de ansiedade social, depressão e baixa autoestima.

Crianças que crescem em lares sendo constantemente criticadas, que têm pais com altos níveis de expectativa e exigência (ou que nunca estão satisfeitos com os resultados de seus filhos) são mais propensas a desenvolver complexo de inferioridade.

Episódios pontuais de assédio, bullying, violência psicológica ou física, ou qualquer evento similar com potencial de provocar estresse pós-traumático também pode desencadear esse problema.

Como lidar com o complexo de inferioridade

Como dito, o complexo de inferioridade não é uma doença psicológica em si, mas pode indicar a existência de algum transtorno ou problema não resolvido. Por isso, é importante ter o acompanhamento de um psicólogo ao primeiro sinal.

Percebendo que você tem o histórico ou alguns dos sintomas descritos, o primeiro passo para deixar o complexo para trás é ficar atento ao seu próprio comportamento, seu fluxo de emoções, e suas reações no dia a dia.

Manter um diário para anotar e descrever essas situações é bastante aconselhado, como em outras dificuldades similares: por meio desse recurso você desenvolverá autoconhecimento, que é a chave para a resolução de muitos problemas, psicológicos ou não.

Com o apoio de um psicólogo, no entanto, a identificação do problema, o tratamento e a sua recuperação costumam mais rápidos e mais eficientes. O psicólogo poderá ajudar você a lidar com o problema sugerindo métodos para trabalhar a sua autoimagem e desenvolver sua autoestima e caso haja algum transtorno preexistente (como depressão, ansiedade ou fobia social), ele poderá utilizar técnicas para tratá-lo paralelamente também.

Se identificou com o texto acima? Alguma dúvida sobre o assunto? Use os espaço dos comentários para enviar suas dúvidas. As consultas são agendadas e podem ser realizadas de forma presencial ou online. Entre em contato pelo número (27) 99978-0990 ou pelo WhatsApp.

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