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Depressão sorridente. Entenda a Depressão Atípica

Você conhece a depressão atípica? Entenda os sinais desse quadro depressivo
Depressão Sorridente

A depressão é uma das piores doenças mentais existentes atualmente, considerada um mal do século XXI. Estudos afirmam que mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem com algum nível de depressão.

É uma doença silenciosa, com sintomas que muitas vezes são confundidos com uma tristeza comum. Dentro da depressão existe uma variação chamada depressão atípica, também muito conhecida como depressão sorridente.

Mas, por que este nome?

Chamada de depressão sorridente porque as características dos seus sintomas fogem um pouco dos indícios que são sentidos na depressão clássica, a pessoa afetada tenta mascarar seus reais sentimentos com uma “falsa felicidade”. Ela é acostumada a viver entre altos e baixos em seu estado emocional e os sintomas e a doença passam despercebidos.

Entenda melhor o que é a depressão sorridente

O sorriso é uma das mais belas e genuínas demonstrações de sentimentos que um ser humano pode oferecer, mas será que todo mundo que sorri o tempo inteiro está verdadeiramente feliz?

Quando observamos uma pessoa que vive sorrindo e animada logo pensamos que ela é feliz e não possui muitos problemas na vida, será que isso é verdade?

Muitos indivíduos usam o sorriso como uma camuflagem para não mostrar o que estão sentindo de fato.

É aquela típica situação: uma pessoa te cumprimenta e pergunta se está tudo bem e você automaticamente afirma que sim, mesmo que esteja tudo péssimo e que sua vida esteja uma bagunça.

Isso é comum acontecer, fazemos de forma involuntária para tentar amenizar a situação ou então nos agarramos naquela esperança e afirmamos em voz alta que tudo está bem, para tentar convencer a nós mesmos dessa afirmativa. Porém, sabemos e sentimos que as coisas não estão boas.

E é justamente por isso que o diagnóstico da depressão atípica nem sempre é fácil. Acreditamos que essas ponderações emocionais fazem parte da rotina e não procuramos tratar essas feridas.

É uma doença silenciosa e perigosa

Na depressão atípica a pessoa afetada se mostra depressiva, mas em muitos momentos ela reage, até mesmo demonstra uma certa alegria, mas isso não quer dizer que ela esteja bem.

É normal que o indivíduo não tenha um motivo claro para estar triste e deprimido, afinal ele possui amigos, família, um trabalho, um lar, vive momentos de alegria e é capaz de viver uma rotina e realizar atividades do dia a dia, mas de repente sente a tristeza e pensamentos negativos invadirem sua mente. Não é algo fácil de ser compreendido, ainda mais quando se vivencia momentos de felicidade.

Para quem está ao redor é mais difícil ainda entender como uma pessoa que vive sorrindo sofre de depressão.

Por sentir dificuldades em distinguir seus sentimentos e reconhecer as emoções, quem sofre da doença tende a demorar mais tempo para procurar um tratamento e é aí que mora o perigo.

Por isso é muito importante quem está passando por esses momentos e quem está à sua volta ficarem atentos a estes sinais, não se deixem enganar pelos sorrisos momentâneos, podem ser apenas uma forma de mascarar os verdadeiros sentimentos.

Conheça os principais sintomas

Como já citado no texto, os sintomas da depressão atípica são um pouco diferentes de uma depressão clássica. A pessoa não costuma se isolar, ter crises de choro, ou demonstrar desinteresse e incapacidade na realização das tarefas rotineiras.

Mesmo sendo vários, os sintomas da depressão atípica podem variar de pessoa para pessoa, confira abaixo quais são eles:

  • Sono excessivo;
  • Sentimento de rejeição e baixa autoestima;
  • Problemas com concentração e tomada de decisões;
  • Perda de prazer em atividades que goste;
  • Pensamentos suicidas;
  • Comer em excesso ou perda de apetite;
  • Oscilações de humor;
  • Sensação de peso nos braços e pernas ao longo do dia;
  • Ganho de peso.

O que causa a depressão atípica?

Estudos afirmam que não existe uma causa concreta para o desenvolvimento da doença, mas que ela está relacionada a fatores genéticos e ambientais, os quais são considerados fatores de risco.

Confira essas possíveis causas:

  • Abusos emocionais, físicos e sexuais;
  • Histórico familiar de depressão;
  • Mudanças na rotina: perda de emprego, mudança de cidade, etc;
  • Abuso de álcool e drogas;
  • Perdas e traumas: doenças graves, divórcio, morte de alguém muito próximo;
  • Eventos traumáticos ou estressantes.

Como realizar o diagnóstico?

O diagnóstico dessa doença é clínico, não há um exame específico para detectar a doença, é realizado por meio de uma investigação minuciosa do médico em relação aquilo que está acontecendo com o paciente e o que ele tem sentido nos últimos meses ou anos.

O especialista também irá solicitar informações detalhadas sobre:

  • Seus relacionamentos;
  • Rotina;
  • Estado de humor;
  • Histórico da família referente a doenças mentais;
  • Seus pensamentos em relação ao futuro.

Outras informações podem ser pedidas pelo médico para a investigação e um melhor diagnóstico.

Depressão típica X depressão atípica: entenda as diferenças

Para você entender melhor como funciona a depressão típica e a depressão atípica vamos falar um pouco mais sobre cada uma delas.

Depressão típica: os sintomas são sentidos de uma forma persistente: sensações de tristeza, desânimo, perda de interesse e prazer nas atividades. É um sofrimento prolongado que pode interferir significativamente na qualidade de vida e rotina da pessoa. Para entender melhor a depressão típica, clique aqui.

Depressão atípica: esse é um tipo de depressão que engloba os mesmos sintomas da depressão convencional, mas que não são sentidos de forma constante. O indivíduo sente os sintomas, mas consegue mascará-los, ou seja, sabe lidar com eles de uma melhora forma, a ponto de conseguir viver sua rotina, sair com amigos, trabalhar e ter momentos de felicidade.

Como tratar a depressão atípica?

Mesmo sendo uma depressão “controlada” é preciso ter um acompanhamento regular para que sua saúde mental se mantenha equilibrada.

É muito importante o acompanhamento de um psiquiatra e também de um psicólogo, pois o tratamento costuma ser com medicação e terapia. Essa combinação permite que a pessoa consiga trabalhar melhor suas emoções e os aspectos físicos.

O psiquiatra indicará medicamentos para um resultado mais eficaz do tratamento, já a psicoterapia é necessária para a diminuição do sofrimento emocional, ajudar o paciente a lidar com as dificuldades que enfrenta no dia a dia, eliminar pensamentos negativos, vencer padrões de comportamentos e solucionar conflitos.

Outra boa dica é aderir a um estilo de vida mais saudável. Praticar exercícios regularmente e adotar hobbies rotineiros podem ajudar no tratamento. Isso porque quando estamos praticando atividades físicas ou fazendo algo que gostamos, o organismo libera serotonina e endorfina, considerados os hormônios da felicidade.

Também inclua nesses novos hábitos uma rotina de sono saudável. Durma as 8 horas de sono recomendadas pelos especialistas, você se sentirá mais descansado e animado para as atividades do dia seguinte.

É possível prevenir a depressão atípica?

Não existe uma fórmula milagrosa de prevenção contra essa doença. Os quadros de depressão ocorrem por diversos motivos, dentre eles os ambientais, aqueles que acontecem a nossa volta e não podemos evitar.

O mundo em que vivemos hoje é altamente tóxico, situações e problemas acontecem a todo momento e isso pode atingir alguns indivíduos mais intensamente do que outros.

A depressão não está ligada somente aos fatores emocionais e psicológicos, ela também pode ocorrer por alterações químicas do cérebro.

Por isso adotar alguns hábitos e comportamentos podem ajudar na prevenção da depressão atípica e trazer mais equilíbrio para o seu psicológico.

Dentre estes hábitos estão: a prática de exercícios físicos; ter consciência do que gera gatilhos negativos em você; evitar vícios; manter uma alimentação balanceada; aprender técnicas para minimizar momentos de estresse; ter mais contato com a natureza e lugares que te tragam paz; compartilhar os momentos difíceis com quem você tem intimidade; sempre buscar apoio psicológico para lidar com os problemas.

Depressão atípica e prevenção ao suicídio

A depressão é uma das doenças que mais mata por suicídio no mundo.

Estamos no Setembro Amarelo, mês de prevenção e combate ao suicídio. Se possível, tire este mês para começar um tratamento. Quem tira a própria vida não quer de fato se matar, mas sim acabar com aquele sofrimento em que vive.

No entanto, existem outras maneiras de acabar com as angústias e aflições.

Procure um psicólogo, converse com pessoas da sua confiança e peça ajuda. Dê o primeiro passo para uma vida melhor e com mais esperança.

Use essa campanha como combustível para uma nova jornada!

Fale comigo!

Você leu o texto e acredita que conviva com uma depressão atípica? Se sente confuso em relação ao seu estado e oscilações de humor e não sabe o que fazer para reverter essa situação?

Converse comigo! Um psicólogo irá lhe ajudar a enfrentar todas essas emoções e te guiar no melhor caminho para um tratamento eficaz e restaurador.

Conte com o meu profissionalismo e apoio, nossas consultas são agendadas e podem ser feitas de forma online ou presencial. Entre em contato pelo número: (27) 99236-5313 ou pelo WhatsApp.

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Utilize os espaços dos comentários para enviá-la e me siga no Instagram, lá também tratamos de assuntos psicológicos de forma bem didática e criativa.

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23 comentários em “Depressão sorridente. Entenda a Depressão Atípica”

  1. Ótima iniciativa em dar visibilidade ao tema da saúde mental! Para seu cuidado, a psicoterapia é uma grande aliada! Compreender as causas do sofrimento emocional a partir do contexto e da história de cada pessoa é fundamental, além da construção e fortalecimento da rede de apoio social e emocional! Parabéns! 😉

  2. Psicóloga Online

    Ótima iniciativa em dar visibilidade ao tema da depressão! Para o tratamento, a psicoterapia também é uma grande aliada! Compreender as causas da depressão e do sofrimento emocional a partir do contexto e da história de cada pessoa é fundamental, além da construção e fortalecimento da rede de apoio social e emocional! Parabéns! 😉

  3. Mulher triste

    eu me sinto um lixo meu marido o qual vivo junto a 42 anos vive me chamando de demônio não aceita uma opinião minha idéia os vizinhos só pensa só fala em sexo e olha que já tem 71 anos já tem como amantes só prostitutas em fim eu só sirvo para trabalhar e pagar conta não consigo conversar com ele só lembro das coisas que ele já me fez nestes 42 anos só tenho vontade de sumir, até pensei em me matar… não consigo sorrir não dá para ser feliz

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      Busque ajuda psicologica, existem muitos caminhos. Priorize a sua vida e sua saude mental.

  4. Eu entendo que tenho depressão a anos, mais sempre escondi muito bem.
    Já tentei suicídio 3 vezes, sempre me alto mediquei.
    Só que cheguei em um estágio que não saiu de casa, não faço nada, não penteio o cabelo, não tomo banho, E tenho consciência que meu filho tá sofrendo, pq tudo tá nas costas dele , tenho uma avó de 82 anos que mora conosco, só arrumo o cabelo e o rosto quando fazia vídeos,para rede social.
    Só fico feliz quando bebo alguma bebida alcoólica, E sempre finjo que tá tudo bem, para as pessoas.
    coloco uma máscara e simplesmente finjo.
    Meu filho procurou ajuda, a médica cortou todos os remédios que eu alto medicava, não durmo, fico a 3 4 dias sem dormir.
    Já tive dois encaminhamento para o psiquiatra e não me mexi,
    Só que semana passada a médica deu encaminhamento com urgência, risco de vida, histórico suicida , passou fluxetina um comprimido pela manhã, mais no dia da psiquiatra ela faltou , agora só dia 27, só penso em acabar com esse sofrimento, sumir, sinto me muito culpada, por ver meu filho fazendo tudo, e eu numa farsa na rede social, mostrando uma coisa que eu não sou.

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      Que bom que voce reconhece que precisa de ajuda. Tente conversar no local onde voce agendou para ver a possibilidade de antecipar a sua consulta com o psiquiatra e lembre-se que a sua vida importa. Nao deixe de ir no psiquiatra e buscar um psicologo. Se precisar conversar com alguém ligue para o CCV 188

    2. Zélia Corrêa Cardoso

      Ótimo texto! Muito explicativo! Parabéns. Eu sofri abuso sexual por um irmão. Quando tinha aproximadamente 13 ou 14 anos não me recordo direito, acho que pelo trauma. Tinha raiva dele mas pedi Deus força pra que eu o perdoasse. Eu sempre trabalhei e não gostava de ficar em casa só com ele; eu saia muito de casa quando não estava trabalhando; e a noite pra curtir shows que eu gostava muito de dançar. Enfim, disfarçei a situação durante muito tempo. E ninguém da família sabe, pois não tive coragem de contar. Porém; parece que só fui perceber o tamanho da gravidade disso depois que tive minha filha no ano passado. Apesar que em 2022 eu fui internada, com diagnóstico de(TAG) tinha tido meu filho em 2020. Desde que me casei em 2019, muita coisa mudou e meus hábitos. Não tenho mais vida social, não visito minhas amigas. E de um tempo pra cá passei por muitas situações muito ruins no convívio com meus irmãos e com uma cunhada pois morei na casa da minha sogra e discutimos feio; não suporto briga. Então quando me mudei, senti uma felicidade enorme, pois conquistamos nossa casa e o lugar é maravilhoso; mas me sentia muito só porque vim pra longe deles é sempre fomos muito ligados. Quando fez um mês que minha filha nasceu fiz uma postagem enorme frisando muita proteção pois esse tal irmão meu me visita a antes dela nascer e eu não queria que ele viesse aqui mais; ficou um textão impactante. No qual as minhas colegas daqui que contei sobre o abuso se assustaram e começaram me mandar mensagem pra saber se estava tudo bem. Daí foi me dando uma sensação ruim vários pensamentos e eu entrei em crise em seguida via tudo distorcido e mexer no celular piorou. Não conseguia deixar ela só com meu marido pois achava que ele poderia abusar dela. E quando cheguei do hospital assim que ela nasceu fiz muita coisa que acho que não devia. Não parei quieta um minuto cuidando da casa meu outro filho das coisas dela… nem guarda roupa ela tinha nada do jeito. E muita roupa por lavar pois nasceu antes. E meu marido nunca vi mais tranquilo. Ela nasceu no dia que saímos pra comprar as coisinhas dela que faltava. Fui pro hospital depois umas 3 horas que a bolsa tinha estourado e ele ainda parou pra comprar churrasquinho… passei tanta raiva com ele no dia😤 ele ficou no hospital comigo no dia que ela nasceu, juntamente com meu filho fiquei muito feliz que meu pequeno também estava lá; e no outro dia pedi que meu marido viesse adiantar as algumas roupas pra levar pra ela na maternidade. Ele é muito trabalhador. Mas sinto que dedica tanto ao trabalho e nos deixa de lado. Fiz academia durante uma ano e terapia. Nessa época tinha uma loja e eu me sentia muito bem. Mas quando quero discutir nossa relação falar dos problemas eu fico nervosa e descontrolo toda. Na vida a dois temos muitos embates ele é muito desorganizado e suja muito a casa fico doida com isso; além de quando estar em casa não ser nada adorável conosco quer só ver filme ou estar com os amigos. Sinto que não valoriza o que eu faço… Ano passado comecei um novo tratamento pois na época que fiz academia e terapia logo que me senti bem a psicóloga me liberou pois eu disse que bastava eu abrir a loja, meu filho ir pra escolinha, que tudo ficaria bem. Da última vez me diagnosticaram com Transtorno Afetivo Bipolar. Mas não acho que é isso. Apesar que sinto muita irritabilidade. Mas meus sintomas se parece mais com esse caso que a Dra menciona. Tenho academia em casa mas acabo começando e parando… sinto que a rotina de a fazeres me engole e não consigo firmar um horário certo pra treinar. Mas se Deus quiser vou voltar treinar e ter mais qualidade de vida. Não sou tão vaidosa mais, mas sinto falta de me cuidar. Andar de bike, ter mais tempo pra mim de qualidade e quero voltar trabalhar pra ter meu dinheiro também.

  5. Tenho um neto com depressão atípica mas tem AHSD. Esse quadro está se agravando pois ele fala até em pensamentos suicidas. Fez terapia por 3 anos, melhorou mas a terapeuta deu alta. Faz academia pq gosta, come super saudável, sem as bobagens de culinária. Socorro! o q eu faço? Eu e minha filha estamos sem chão..

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      Que bom que ele tem hábitos saudáveis isso é muito importante, voce já buscou um psiquiatra para uma avaliação? Avaliar a medicação que ele toma ou a necessidade de um tratamento medicamentoso? Voce também pode buscar outra psicologa para uma avaliação sobre a necessidade de continuidade do tratamento.

  6. olá, há exatos 5 anos tenho sofrido a depressão atípica, minha mãe veio a óbito e logo depois disso minha vida não teve mais sentido, sempre gostei e dançar, cantar, tocar violão e estar entre as pessoas, hoje me encontro isolada do mundo, ouço qualquer tipo de música e começo a chorar, atualmente tenho conseguido “disfarçar” melhor não sei se isso é bom ou ruim… mas sinto uma tristeza muito grande dentro de mim, um vazio que nada preenche, logo depois da morte da minha mãe, minha tia que era uma segunda mãe pra mim também se foi, e então tudo que eu já havia sentindo apenas se intensificou, faço terapia já tem 1 ano, mas nada melhora essa tristeza, volta e meia tenho pensamentos suicidas e já tive 1 tentativa de suicídio, tomei vários remédios de uma vez, mas eu apenas queria acabar com a dor que eu estava sentindo e não com a vida

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      Muitas vezes o caminho para voce retomar a sua vida e a vontade de viver é longo e nao é facil. Mais persista voce já esta no caminho certo, nao desista de voce!

  7. Fernanda Souza

    tenho 11 anos e a um bom tempo eu era uma pessoa que tinha muita disposição para o dia, fazia balé e outras coisas que me faziam feliz.
    Com a morte de meu tio que eu era muito apegada mudei demais, acabei me isolando da sociedade, fiquei tímida, acabei meio que tendo crises de raiva e até hoje tenho, já tentei a um bom tempo falar para meus pais minha situação e sentia ter depressão mas nunca acreditaram, pedi para que me levassem na psicóloga mas não quiseram.
    Pediram para que eu falasse para eles, mas não queria falar a verdade pois acabei tendo um medo da rejeição que eles fossem rejeitar e não acreditar em mim.
    perdi a vontade de fazer tudo, além de eu estar sofrendo bullying na escola pois torci meu joelho e estou tendo que andar de cadeira de rodas.
    Até hoje passo por muitas brigas familiares e escolares, acabou virando rotina todo dia que vou deitar acabo desabando no choro orando e fazendo preces para Deus que tudo isso acabe.
    Mas tenho infinita gratidão por terem esse site onde falam sobre a situação que estou passando♥️
    obrigada 💕✨

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      Fico muito feliz que voce tenha gostado do conteúdo do site e ele tenha te ajudado. Fala sobre o que voce está passando com a sua familia e busque ajuda!

    2. ALCIMONE SANTA SILVEIRA

      ore sem cessar Deus abençoe você ,que nunca desista pois vc chegara longe,será uma grande mulher um abraço 🤗

  8. Acredito que estou sofrendo com isso. Hoje pela manhã ouvi a palavra letargia, em um lapso decidi pesquisar se a depressão causa letargia, e cheguei aqui. Fui ao médico a pouco tempo atrás fazer exames de sangue para avaliar minhas vitaminas e etc, porque depois que tive minha filha passei a sentir muita “preguiça”, falta de foco, tenho as vezes alguns episódios de choro e tristeza, alterações de humor e uma impaciência que não cabe em mim, e que as vezes acabo descontando na minha bebê, não com agressões, nada desse tipo, mas sem paciência para atender ela em alguns momentos. Poréeeem, quem está a minha volta não percebe, eu consigo esconder o que estou sentindo. A única pessoa que percebeu que estou diferente foi minha mãe. Enfim, me sinto frustrada pois não me sinto feliz com nada, sinto que estou indo mal no trabalho devido a falta de foco e “preguiça”, minhas vitaminas estão ok, então não encontro o motivo de sentir tudo isso.

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      Muito importante que voce está identificando que alguma coisa está errada, é muito comum que esses sentimentos e comportamentos iniciem com a chegada de uma crianca pois ocorrem muitas mudanças em nossas vidas. O importante é buscar ajuda e falar com as pessoas próximas como voce esta se sentindo.

  9. Não sei se há relação, minha ex esposa já teve depressão profunda. Nos últimos anos parecia bem. No entanto, a relação esfriou e separamos. Em seguida ela sentiu a minha falta e voltamos por 2 dias. O humor dela foi do 8 ao 80 rapidamente sem uma explicação aparente e separamos de novo. A minha impressão é que ela está vivendo uma depressão mascarada, lutando contra isso, vez que já vivenciou o caso mais grave e fingindo que está tudo bem. Porém, não faz atividades físicas, se alimenta mal, não comenta sobre isso, não procura apoio e agora virou fumante. Não sei como ajudá-la, se é que posso.

    1. Psicóloga Karla Cardozo

      É muito importante dar suporte para ela nesse momento e mostrar as possibilidades incentivando a busca de um profissional, porém o desejável seria se ela realmente entende-se o momento que ela esta passando e aceitasse ajuda assim como mudanca de hábitos.

  10. Barbara da Silva

    obrigada
    eu estou vivendo com esse mostro a tanto tempo e não sabia
    me bateu a curiosidade ao ouvir sobre em um filme

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